OUTLIERS NA BATIMETRIA

Informações sobre o relevo submerso são fundamentais para elaboração e manutenção de projetos estruturais relacionados a diferentes setores da engenharia, tais como pontes, portos e dutos (FERREIRA, 2018). Além disso, os levantamentos hidrográficos possibilitam o acompanhamento do processo de assoreamento das barragens, a fiscalização de hidrovias, a investigação de recursos minerais contido nos oceanos, assim como a produção e atualização da cartografia náutica, através da Batimetria.

A Jacuhy possui know-how em Levantamentos Hidrográficos, tendo realizado trabalhos nos principais rios do Rio Grande do Sul, além de lagoas e barragens. Tendo como principal elemento a Batimetria, a empresa possui profissionais experientes e capacitados, e emprega a mais alta tecnologia disponível em seus levantamentos e processamentos, presando principalmente pela precisão e confiabilidade dos dados. Nos levantamentos batimétricos executados pela Jacuhy além de ecobatímetros de precisão, se faz uso da tecnologia GNSS RTK, de posicionamento preciso em tempo real.

Em levantamentos batimétricos a obtenção das profundidades é realizada, preferencialmente, a partir de ecobatímetros monofeixe ou multifeixe. As incertezas dos dados coletados resultam de diversas fontes, tais como a determinação da velocidade do som e o monitoramento da atitude da plataforma de sondagem, e podem possuir natureza grosseira, sistemática ou aleatória. Essas discrepâncias, ou outliers, num contexto batimétrico podem ser classificados como “saltos de posicionamento”, quando acontecem na posição espacial, e como ”spikes”, quando ocorrem nas profundidades, gerando dados espúrios (FERREIRA, 2016).

O processo de detecção e eliminação das profundidades espúrias (spikes) em dados batimétricos monofeixe ocorre de modo manual na maioria dos softwares de processamento. Esse método depende diretamente do volume de dados coletados, sendo assim a execução do processamento pode se tornar demorada. Além disso, produz resultados subjetivos, pois a identificação de um possível spike depende da análise visual e da experiência do hidrógrafo, que analisa, no caso de uma sondagem monofeixe, o ecograma de todas as linhas de sondagem do levantamento batimétrico, eliminando os dados que ele reconhece possuir a configuração de um Spike (FERREIRA, 2019). No caso dos saltos de posicionamento (tops), a batimetria recebe o auxílio de tecnologias com alto grau de acurácia posicional em tempo real. Entretanto, se torna inviável eliminar completamente as incertezas dos dados. Uma vez que também requer um trabalho manual, subjetivo e demorado (FERREIRA, 2019). Deste modo, pesquisas estão sendo coordenadas e desenvolvidas para elaboração de metodologias automáticas e semi-automáticas para otimizar o trabalho e o tempo para se detectar dados anômalos, visando um processamento batimétrico mais eficiente e imparcial.

Fonte: GEPLH

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